domingo, 8 de novembro de 2009

Pitty


Ontem esteve aqui em Vitória, a roqueira baiana Priscila... mais conhecida como Pitty. Fui conferir a apresentação e tive uma grata surpresa. Muito bom o show, a moça não o deixa ficar monótono em nenhuma parte e os fãs pulando e cantando todas as músicas mais conhecidas ou não.

Pontos altos/interessantes da noite:
- eu e meus amigos nos sentimos os tiozões no show devido à faixa etária predominante do público. Por um momento quase achei que estava no show da Xuxa rss

- Nunca vi tantos emos juntos. Só via emos em grande quantidade em shoppings nos dias de domingo ou quando vou a São Paulo.

- que legal ver 3 adolescentes (pra nao dizer pré-adolescentes) passando mal de tanta bebida e ter que ir embora antes do show começar... bons tempos que eu ficava bebado com menos de 10 reais e que achava vinho sangue de boi o máximo hauhauauhu

- interessante ver meninos e meninas de menos de 15 anos explorando suas sexualidades nos banheiros kkkkkkkkk... tempos modernos rss.

- ponto alto do show com certeza foi Pitty cantando Equalize, Na Sua Estante e Me Adora. Afinal, quem nunca mandou torpedos pra alguém ou colocou no nick do msn trechos de uma dessas três músicas? Confesso que durante as três músicas eu cantei em alto e bom som e ao mesmo tempo um flashback invadia meus pensamentos rss.

Amanha segunda-feira. Boa semana a todos!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um pouco de surdez é útil para o sucesso

Como de costume, todo mês transcrevo aqui o artigo que minha mãe escreve mensalmente para o jornal A Tribuna, daqui do ES. Compartilho com vocês que são de outros estados ou até países. Segue o artigo publicado hoje:

Um pouco de surdez é útil para o sucesso

Era uma vez um tempo em que os bichos falavam e até disputavam eleição. Vários sapinhos se candidataram para disputar o título de melhor da região. O desafio era subir uma torre muito íngreme, quase impossível de ser trafegada. Isso exercitava a multidão, que se aglomerou em torno dos concorrentes.

Começou a competição e a multidão dizia em coro: "Não vão conseguir. Isso é impossível. Ninguém até agora conseguiu". Os sapinhos iam desistindo sucessivamente, menos um que subia tranquilamente.

No final da competição, todos desistiram, menos aquele. A multidão quis saber o que havia acontecido. Quando foram perguntar ao sapinho, descobriram que ele era surdo.

Esse é um dos segredos do sucesso: ouvir apenas a voz interior e não se importar com o que dizem do lado de fora, porque a legião dos pessimistas cada vez aumenta mais.

Ignorantes a respeito da sua condição divina, eles alimentam dentro de si sentimentos destrutivos e, não satisfeitos em matar seus próprios sonhos, investem contra os otimistas.

Qual foi a última vez que você ouviu um elogio? Quando você fez aquela dieta que parecia impossível quantos te parabenizaram pelo novo visual? E quando você engordou além da conta? Nesse caso, certamente teve que ouvir muitas falas incovenientes.

A impiedade caminha solta porque ensinaram que Deus mora no céu, que é uma entidade isolada de nós, bem distante. Só com o tempo e depois de muita busca é que aprendemos que Deus é uma essência só captada com os olhos do coração. Não está lá, está aqui e agora, diante de nós o tempo todo, em cada coração humano. Quando eu acaricio um ser humano, estou reverenciando a divindade que existe naquela pessoa, estou afagando o meu próprio ser.

O ego é que estabelece as distinções entre os humanos. Ele é aquela voz dentro de nós que vive dizendo: "eu tenho razão, o outro não; minhas ideias são mais brilhantes; eu sou isso, eu sou aquilo".

A mente egóica é estreita, incapaz de elogiar alguém que não seja ela mesma. É perigosa porque transforma semelhantes em concorrentes e faz da vida um estúpido campeonato, onde todos querem chegar primeiro... e sozinhos!!!

Nascemos para estar juntos. Compartilhar é a atitude humana que mais nos aproxima do propósito divino.

Chefes durões são seres que ainda dormem, nada sabem a respeito da consciência da unidade. São homens sem fé, crianças perdidas, merecedoras de toda compaixão do mundo. Vivem sob o domínio do ego, com a ilusão de serem melhores que seus auxiliares, por isso são tão econômicos na manifestação do afeto.

A capacidade de elogiar está diretamente ligada ao grau de consciência de uma pessoa. Os que já despertaram sabem que o elogio cria elos de amor indestrutíveis, aumentando significativamente a produtividade.

Dentro de cada um de nós existe uma essência divina de infinitas possibilidades , mas esse Deus interno só pode ser acionado através do amor, que vive para reverenciar e enaltecer.

Feliz é a pessoa que trata um semelhante do jeito como gostaria de ser tratada. Ela tem credenciais para se considerar um ser humano completo, porque já faz aquilo que os mestres iluminados ensinam - o amor incondicional. O resto é ensaio.

Jane Mary de Abreu é jornalista e consultora de Marketing Político e Empresarial

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

This Is It!

Acabei de voltar do cinema. Assisti a estréia aqui em Vitória de This Is It - o documentário tão falado e aguardado que mostra um pouco do que seria o show de despedida de Michael Jackson dos palcos. Sou suspeito para falar porque sou fã de Michael desde os 11 anos e a sensação que se tem ao sair do cinema é: ele não podia ter morrido antes de ter realizado essa turnê! Seria o maior espetáculo da Terra!

Foi ótimo ver um Michael Jackson concentradíssimo, empolgado, atento e exigente com os mínimos detalhes para que tudo saísse perfeito. Foi bom ver um pouco dos bastidores e do enorme trabalho e mão-de-obra necessária para se montar um espetáculo tão grandioso como este seria. Michael não perdeu a majestade e sua voz estava melhor do que nunca.

Foi um presentão esse documentário para os fãs! E quem não é fã do cantor, recomendo que assita também e aprecie um dos maiores cantores, compositores, bailarinos de todos os tempos! Pena que This Is It não pôde acontecer... já estava até juntando milhas na TAM e libras pra ir ver o rei do pop em Londres hehehe.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Domingo Espetacular


Geralmente detesto domingo. É um dia inútil para mim. Não tenho vontade de fazer nada, na tv nada de bom passando... um tédio/preguiça toma conta de mim nesse dia da semana. Mas ontem foi um domingo atípico para mim.

Quis acordar cedo para poder curtir a piscina mas como cheguei em casa as 7 da manhã, nem por reza consegui levantar antes das 13 hrs... acordei para ver o GP Brasil de Formula 1 e mais uma vez Rubinho com problemas viu seu companheiro de equipe ser campeão. Será que agora ele desiste de vez e se aposenta?

Depois da corrida, fui ver meu Mengão arrasando o Palmeiras em pleno Parque Antártica com show de Pet e após o jogo, minha amiga me chamou pra comer num restaurante aqui perto de casa. Resolvi ir e depois voltaria para casa e terminaria o domingo vendo Fantastico ou fuçando na net rss.

Mas mal sabia eu que meu domingo estava apenas começando hehehe. Depois de comer feito dois pôneis rss eu e minha amiga resolvemos parar na praia e aproveitar o horário de verão... pra que? Começamos a beber e o resultado? Cheguei em casa as 2h! Alternamos entre whiskey e vodka ja que ambos detestamos cerveja. E é impressionante o que acontece em um intervalo de 6 horas na praia e dentro do carro kkkkkkkkkk... enfim, não vou entrar em detalhes só digo que o domingo de ontem foi muito diferente dos meus domingos habituais rss

E pra começar a semana, li esse artigo de Frei Betto hoje de manhã e gostei muito. Compartilho mais um texto com vocês:

Do Mundo virtual ao espiritual
Por Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.

Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois
modelos produz felicidade?" Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de pintura, piscina", e começou a dizer seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: Tenho aula de meditação!"

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente
equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis
livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo
é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo tão virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.

Enquanto isso, a realidade vai por outro
lado, pois somos também eticamente virtuais. A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como
a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá. O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à
Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela
musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

Felizmente, terminam todos na
eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's. Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Liberdade


Recebi um e-mail hoje com esta mensagem. Era tudo que precisava ouvir! Compartilho com vocês:

LIBERDADE

A liberdade é uma das qualidades mais significativas. Na verdade, é da liberdade que brota tudo que é grandioso. Você só consegue amar se for livre, só consegue buscar a verdade se for livre, só consegue ser alegre se for livre...


Não quero que você pertença a uma igreja, a um credo, a uma nação, a uma raça... Essas coisas são feias. Você tem que estar livre de todas essas baboseiras. Seja simplesmente humano. Não há necessidade de ser cristão, hindu ou maometano, e nenhuma necessidade de ser indiano, americano ou alemão. É preciso libertar-se de todas essas amarras. Elas são prisões que mantêm o espírito encarcerado. Liberte-se!

Se cooperar com todas essas coisas, você está cooperando com a sua própria escravidão. Libertar-se é um ato de amor próprio – o universo fez você para alcançar grande alturas, não para ficar rastejando, esperando que alguém lhe conceda uma graça ou lhe mostre um caminho... Você já tem o mapa dentro de si, só não quer se apossar dele... Observe como você coopera diariamente com a sua escravidão, e só essa percepção já basta para libertá-lo dela...

A liberdade é a sua natureza, não é algo a ser alcançado e nem algo que alguém possa lhe dar. Quando toda a escravidão desaparece, fica-se livre; quando a escravidão não está mais presente, a liberdade começa a crescer dentro do seu ser... Gradativamente você vai lembrando de quem você é – um ser de luz, completamente iluminado!

Com essa liberdade, a vida começa a adquirir tremenda beleza... E então tudo é possível: amor, verdade, DIVINDADE!


Viver significa estar fluindo, se movendo, infinitamente... Procure sempre a estrela mais distante... Aproveite a própria jornada... Não se preocupe com o destino. Os destinos são apenas desculpas para continuar a jornada. Não há destinos ou metas na vida...

A vida é uma peregrinação, uma peregrinação para o nada, para lugar nenhum – é pura luz! Quando você começa a aproveitar a jornada em si, não há motivo para objetivo algum. Você não perguntará mais qual o sentido da vida, porque descobrirá finalmente que a vida é o seu próprio sentido, um fim em si mesma. Essa é a liberdade suprema!

(Texto de Osho, extraído do livro Meditações para a Noite)

Bom final de semana a todos!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Equilíbrio


Sabe quando toda véspera da combinação final de semana + feriado você promete pra si mesmo que vai aproveitar o tempo para estudar coisas atrasadas da pós-graduação, para ler uns livros relacionados ao seu trabalho, pra aprimorar sua fluência no francês e na noite da véspera de voltar à rotina, todos os livros e textos estão lá no mesmo lugar e rola um climão tenso entre vocês?

Sabe quando você vai somando as notinhas do cartão de crédito e quase desmaia ao descobrir que em quatro dias você gastou quase 400 reais só com bebidas e baladas?

Sabe quando você conhece zilhões de pessoas, interage com vários e no dia seguinte nem do nome delas você consegue lembrar?

Sabe quando te avisam pra não pegar o carro mesmo que você tenha tomado só um pouquinho porque pode dar merda? Pois é... shit happens

Sabe quando você acha que sua vida está em extremos? Que não consegue achar um equilíbrio... é sempre 8 ou 80?

Sabe quando você insiste em buscar respostas fora, mesmo sabendo que elas estão dentro de você?

Enfim... boa semana a todos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu corro... para que?


Despois de trabalhar segunda e terça das 9h até meia noite (mas tenho a impressão que hoje vou precisar ficar até mais tarde de novo... enfim..), consegui um tempo para voltar ao mundo da blogsfera hehehe e tenho pensado e divagado junto ao meu travesseiro algumas conversas que tive com o mesmo amigo do post anterior... estávamos falando sobre carreira, profissões, mercado de trabalho. Já terminamos a faculdade, já passamos dos 25 mas ainda não chegamos aos 30. A angústia da pergunta "O que fazer após a faculdade" já não existe mais. A neurose da vez é "Como ser bem sucedido, fazer seu nome, ter o seu lugar ao Sol".

E, para nossa sociedade, o que é ser bem sucedido? É acumular fortuna, ter mansões, carrões, passaporte carimbado com o visto de diversos países, casar, ter filhos e aí sim, você será feliz? O que nos levou ao questionamento: que necessidade as pessoas têm em "ser alguém na vida"? Desde pequenos ouvimos ou de nossos pais ou de outros parentes ou de amigos o tal ser alguém na vida, como se já não fôssemos alguém! E só seremos alguém se tivermos os tais itens citados acima?

A questão é: entramos nessa corrida, queremos ser bem sucedidos nas nossas profissões por satisfação pessoal ou para satisfação do nosso ego? Essa necessidade de reconhecimento, de ser aplaudido e admirado... de onde vem? Do ego, talvez. Tenho vontade de ocupar o cargo X na empresa Y porque me dará prazer ou porque preciso do reconhecimento e do aplauso dos que estão ao meu redor? E após isso, serei feliz? Será que tudo se resume a isso? Somos um bando de carentes que precisamos do reconhecimento dos outros para nos sentirmos um pouco melhor conosco mesmo?

Ás vezes fico pensando nessa corrida que todos estamos inseridos. Acho que fazemos coisas no automático sem saber o porquê, onde vai dar?Fazemos isso ou aquilo para alcançar tal coisa, acumulamos uma coisa ali, outra lá, estudos e mais estudos pra ver se o salário melhora um pouco mais, é uma bola de neve que só cresce, mas alguém, por favor, me responda onde isso vai dar? O que acontece, nessa corrida, quando se atinge a linha de chegada? O que vem depois? Qual o sentido dessa corrida cheia de Dicks Vigaristas, Penélopes Novas, Muttleys, Professores Aéreos, Rufus Lenhador, Barões Vermelhos e tantos outros?* (para quem não teve infância nos anos 80, esses são personagens de um desenho chamado Corrida Maluca rss)

Termino esse post com um trecho da música Esquadros, de Adriana Calcanhoto:
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?

As crianças correm para onde?

Transito entre dois lados de um lado

Eu gosto de opostos

Exponho o meu modo, me mostro

Eu canto pra quem?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Você realmente já amou alguém?


Em uma das conversas que tive com um amigo recentemente, ficamos falando das relações amorosas de hoje em dia. O que as pessoas chamam de amor, é realmente amor? Quando você diz que ama alguém, você realmente ama o indivíduo ou a imagem que você criou deste indivíduo? Explico:

Quando estamos solteiros, as pessoas se esforçam para te apresentar alguém. Não conseguem te ver e acreditar que é possível ser feliz apenas com você mesmo. Acham que pra ser feliz tem que ter alguém do lado. Enfim... ao sermos apresentados a alguém, quais perguntas básicas ninguém esquece de fazer? - O que você faz e onde mora. E já repararam que em muitos casos a pessoa vai ficando mais ou menos bonita de acordo com a resposta para essas duas perguntas?

Nossa mente não consegue ficar quieta. Ela tem necessidade de enquadrar as pessoas, de colocar rótulos, fazer pré-julgamentos. Se na balada uma menina é apresentada a um cara muito bonito, uma beleza de chamar atenção e se ele responde que é garçon ou motoboy e que mora num bairro da periferia da cidade, com certeza ele, para esta menina ( e para muitas outras) não mais parecerá tão bonito assim.

Mas se ele diz que é médico, empresário que cuida dos negócios do pai ou juiz, promotor e que mora no bairro nobre da cidade, com certeza a menina pensará que achou o homem da vida dela. E fará de tudo para se envolver com ele. Só que lá na frente, depois de algum tempo de namoro, ela vai começar a ver os defeitos dele e vai dizer que a culpa do relacionamento não ter dado certo foi que ele mudou.

Ora bolas, ele não mudou. Sempre foi o mesmo. A menina apenas ficou frustrada diante da expectativa criada em torno do cara e cansou da imagem que tinha dele. Na verdade, ela nunca se apaixonou por ele e sim, pela imagem e pelas expectativas que ela criou do rapaz.

E após filosofar hehehe horas e horas com meu amigo sobre o assunto, me dei conta de como fazemos isso e muitas vezes nem percebemos. O que me fez concluir que essa grande infelicidade no mundo se deve principalmente a falta de amor! Ninguém está disposto a conhecer ninguém de fato. Os relacionamentos hoje, muitos deles são jogos de interesse. O que você tem para me oferecer e o que posso te dar em troca? Virou um jogo muitas vezes imperceptível pelas pessoas. Inclusive na Grécia Antiga, os gregos viam os relacionamentos como interesse. Era explícito. Não tinham essa ideia romanceada do amor que temos hoje. Um feio rico poderia se casar com uma pobre bonita pois em tese um estaria emprestando sua riqueza e a outra sua beleza. Bizarro, né?

Resolvi fazer uma experiência. Numa balada de uma sexta ou sábado qualquer, quando era apresentado a alguém, com segundas intenções ou não rss, evitei o máximo que pude, responder essas duas perguntas - o que faço e em que bairro moro. E também evitei perguntar, pois nossa mente é foda! É alguém falar que mexe com publicidade, jornalismo, medicina, advocacia, engenharia ou qualquer outra coisa, que ela já traça um perfil da pessoa que você conheceu há menos de 5 minutos.

Voltando à pergunta do título do post... Você realmente já amou alguém ou amou a imagem e expectativa que criou em relação a ela e achou que estivesse amando a pessoa?

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Para terminar, ganhei este selo da Fátima do Cada Volta é um Recomeço (http://cadavoltaeumrecomeco.blogspot.com) e dos 10 blogs que ela indicou como "Blog que acerta em cheio" o meu foi um. Obrigado Fátima! Que bom que você gosta do que escrevo aqui. E recomendo a todos a darem uma olhada no blog dela.
Bom, eu teria que indicar 10 blogs que eu considero que acertam em cheio, mas todos vocês que estão ali do lado direito do meu blog, na lista Vida Inteligente na Internet, considero que acertam em cheio. Sintam-se selados e quem quiser postar o selo, agradeço :)
Bom final de semana a todos!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cartas Não-Enviadas

O post de hoje será um pouco mais pessoal. Normalmente não faço isso, não exponho minha vida assim, então aproveitem hehehe... mas inspirado por uma música (Unsent) de uma cantora que gosto muito (Alanis Morissette), me deu vontade de por pra fora coisas que estão entaladas aqui e que ainda não tive coragem de dizer pessoalmente pras pessoas endereçadas. Simplificando, são cartas pra ex! Essa coisa mal resolvida que todos têm histórias para contar rss. Vamos às cartas não enviadas:

EX nº 1 - Sei que posso ter feito um estrago na sua vida. Achava que realmente o nosso "pra sempre" seria para sempre. Te amei muito sim e talvez entorpecido pelo sabor da paixão, posso ter feito promessas que você deve ter levado à sério demais e no fim não fui capaz de cumpri-las. Não sei se o jeito que terminei com você foi o mais certo (afinal, existe maneira certa de se terminar um namoro?), mas hoje tenho consciência do que digo pras pessoas. Palavras não podem ser ditas em vão, mas saiba que em nenhum momento menti pra você. Tudo que disse foi porque realmente estava sentindo no momento. Hoje tenho um carinho muito grande por ti e gostaria muito de um dia te reencontrar para te dar um abraço e conversar, bater-papo, rir, falar besteira.

EX nº 2 - Sabia que, às vezes, eu sinto sua falta? Mas não no sentindo de querer que a gente volte a namorar mas tenho saudade da maneira carinhosa que a gente se tratava, a atenção e preocupação que você tinha comigo, os apelidos carinhosos que um colocava no outro, as viagens, seu sorriso, nossas brincadeiras... parecíamos duas crianças hehehe... mas a gente brigava muito. Quantas vezes já quis tacar em você a primeira coisa que visse pela frente de tanta raiva que estava e quantas vezes você quis fazer isso comigo também. Temos gênios super incompatíveis... nem acredito que ficamos juntos tanto tempo. E depois que terminamos você me fez parecer as vezes uma pessoa tão mesquinha, querendo fazer ciuminho bobo em mim. Queria que eu corresse atrás como os outros sempre correram? Comigo não é assim que funciona hehehe. Passado a turbulência, hoje, fico feliz em saber que podemos conversar e tratar bem um ao outro e desejar a felicidade do outro com toda sinceridade.

EX nº 3 - Será que vou ter que sumir do mapa para você me esquecer? Achei que pudéssemos ser amigos, mas atitudes suas me fizeram perceber que você ainda gosta de mim. Tanto tempo já se passou desde que terminei com você... eu namorei outras pessoas, você também... eu já desencanei há tempos e você? O foda é que temos amigos em comum e sempre estamos nos encontrando... e não entendo qual é a sua às vezes... você acha que ficando com meu amigo, estará me atingindo de alguma forma? Sim, sei que você e meu amigo se pegam ou se pegavam as vezes, mas nem quero saber e nem me interessa. Já fiquei quase um ano sem falar com você porque onde eu ia, Vitória inteira me falava que você ainda gostava de mim, então resolvi sumir. Terei que fazer isso de novo? Realmente não queria, pois você é uma ótima pessoa, gosto de estar perto, mas o que sinto não passa de amizade. Enfim, queria poder falar isso com você ao vivo, mas falta oportunidade.

Bom, poderia continuar falando de ex mas vocês iriam se cansar e isso não viraria trechos de cartas e sim um dossiê da minha vida uhauhauhauhau... alguém pode compartilhar comigo experiências com ex? Ex é Phoda! Pode ser tanto no bom como no mau sentido...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Devo pedir champanhe ou cianureto?


Reserve um pouco do seu tempinho e leia este artigo do Arnaldo Jabor publicado no Estado de S. Paulo de hoje. Após lê-lo, você pediria champanhe ou cianureto?

O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Questões conflitantes rondam minha cabeça/devo pedir cianureto ou champanha?"

Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta nada. Ando em crise como vejo nos desenhos do excepcional Angeli, gênio da HQ. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate. Não aguento mais ver a cara do Lula de boné, dançando xaxado pelo pré-sal, não aguento mais ver o Sarney mandando no país, transformando-nos num grande Maranhão, com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas, tucanos e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado entre pelegos sem emprego e um governo regressista nos jogando de marcha à ré para os anos 40; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês na Amazônia, quando ninguém jamais consegue impedir as queimadas na Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; passo mal quando vejo a cara dos oportunistas do MST, com a benção da Pastoral da Terra, liderando pobres diabos para a "revolução" contra o capitalismo; não aguento secretários de segurança falando com "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares; não suporto a polêmica nacionalismo-pelego X liberalismo tucano de hímen complacente, tenho enjoo com vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos rancorosos decepcionados, mas secretamente apaixonados pela velha esquerda, tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista, não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal, e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece.

Não aturo essa dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia X voluntarismo, processo X solução, continuidade X ruptura; me deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de "clubbers" e punks de boutique, descolados dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas, querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas, odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama, não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, detesto bingos, "pitbulls", balas perdidas, suspense sobre espetáculo de crescimento que só acontece na mídia, abomino mulheres divididas entre a piranhagem e a peruice.

Onde está a delicadeza do erotismo clássico, a poética do êxtase? Repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos-de-ganso de manequim, notícias sobre quem come quem; horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, crianças brincando num shopping, enquanto os homens-bombas explodem no Oriente e Ocidente, enquanto desovam cadáveres na Faixa de Gaza e em Ramos, com ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, museus superfaturados evocando retorcidos bombardeios em vez de hospitais e escolas, espaços culturais sem arte alguma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de picaretas vestidos de "contemporâneos"; não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos pobres e Sonia Hernandez, a perua de Cristo do Renascer reza de mãos dadas com Dilma Rousseff de olhos fechados, orando pelos ideais de Zé Dirceu, enquanto formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Corão com os rabos para cima antes de pilotar caminhões-bombas, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal-começado século XXI.

Não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês, não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falando de política e paulistas de porre falando de mercado, festas de celebridades com cascata de camarão, matérias pagas com casais em bodas de prata, Lula com outro boné, políticos se defendendo de roubalheira falando em "honra libada", "conselho de ética arquivado", suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete"; dá-me repulsa ver mulheres-bombas tirando fotos com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis, odeio o prazer suicida em que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre o casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo, odeio a pedofilia perdoada na igreja, vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, sorrindo ao lado do Chávez cercados pelas caras barbudas de boçal sabedoria de aiatolás, repugnam-me as bochechas da Cristina Kirchner destruindo a Argentina, Maluf negando nossa existência, Pimenta das Neves rebolando em cima dos buracos do Código Penal, confrange-me o Papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos.

Não suporto cúpulas do G20 lamentando a miséria para nada, tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão, estou de saco cheio de mim mesmo, dessa minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos.

Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flute" de champagne rosé?

E então? Champagne ou cianureto?